Estudo aponta eficácia da radiofrequência na redução de dor crônica

Pesquisa realizada no Hospital Federal de Ipanema testou a técnica paliativa em pacientes que aguardam cirurgia de prótese de joelho pelo SUS

Estudo aponta eficácia da radiofrequência na redução de dor crônica
Estudo aponta eficácia da radiofrequência na redução de dor crônica (Foto: Reprodução)


Estudo realizado pelo Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro, vinculado ao SUS, mostra que o uso da radiofrequência tem alta eficácia no alívio da dor causada pela osteoartrite de joelho. O documento foi publicado na revista científica Acta Ortopédica Brasileira. A pesquisa avaliou o impacto do procedimento em pacientes que aguardam a cirurgia de artroplastia total do joelho, ou seja, a aplicação de prótese de joelho pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


O estudo contém a análise da aplicação da técnica em 71 joelhos por um período de seis meses, avaliando a intensidade da dor e a capacidade funcional dos pacientes. Os resultados demonstraram que os pacientes submetidos à radiofrequência apresentaram desempenho superior em comparação ao tratamento com corticoide. Após seis meses de acompanhamento, mais de 76% dos participantes tratados com a técnica registraram redução significativa da dor, além de melhora da funcionalidade e da mobilidade.


A radiofrequência é um procedimento pouco invasivo, que utiliza energia térmica para atuar nos nervos geniculares, responsáveis pela transmissão da dor no joelho. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas, preservar a capacidade funcional e proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes durante o período de espera pela cirurgia.


No Hospital Federal de Ipanema, essa técnica já é utilizada há cerca de cinco anos no tratamento da dor crônica em pacientes com artrose de joelho, artrose de quadril e dor lombar de origem facetária, nos casos em que o tratamento tradicional não apresenta os resultados esperados ou enquanto o paciente aguarda a intervenção cirúrgica. 


Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Danielle Popov.

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